quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Fica Esperto, Man!





Não dá mais pra se deixar levar por um rostinho bonito e palavras bem ditas. Relacionamentos estão tão complicados que evitar problemas só nos faz bem. Sei que se arriscar, provar, tentar, experimentar faz parte do jogo do amor, mas depois de um certo tempo, as pessoas começam a te achar chato por estar sempre lamentando por algo que não deu certo.

Então use toda essa sua experiência, os foras que já levou, os terríveis primeiros encontros que teve, os chifres que sua cabeça carrega e pense mais: você sabe reconhecer quem não vale a pena. Você consegue farejar uma pessoa enrolada, com compromissos e muitas desculpas esfarrapadas na manga.

Você consegue se livrar disso, respirar fundo e tomar a difícil decisão de não morder um pedaço da fruta. Escapar, evitar, seguir outro caminho pode ser muito bom para o seu coração e sua mente – Porque quanto a gente cresce, é interessante fazer uso de toda a maturidade que vem junto. Ninguém quer acumular mais desastres na carreira. Fica esperto, man!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Adeus




Eu estava debruçado na janela de casa. Desliguei o telefone e ele simplesmente caiu da minha mão. Mas eu sabia que teria que fazer isso e ele não entenderia. É meio difícil olhar minha vida sem ele agora, parece que falta um pedaço do coração. Mas quando sua cabeça começa a ficar cheia de perguntas, existe uma escolha que você tem que fazer.

É como sentir um horizonte muito maior esperando por você lá na frente, mas chegar lá significa deixar algumas coisas para trás. Sim, a vida pode ser amarga às vezes. Só que o tempo cura tudo o que você sente, de alguma forma, algum momento.

Eu sei que isso vai doer e sei que vou ter que chorar, mas vou deixar algumas coisas irem, porque preciso chegar ao outro lado. E isso vai me derrubar por um tempo; é como cair quando você tenta voar. É triste, mas às vezes seguir em frente com toda a sua vida começa com um ADEUS.

                                 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nosso Jeito Feio de Ser





Eu sei que você, assim como eu, tem a plena consciência de que não passa de uma pessoa comum. Você não é nenhum modelo de revista, seu cabelo não se parece com o que está na embalagem do shampoo e com certeza sua barriga não é igual à daquele cara sarado na embalagem das cuecas Zorba. E ae? Ferrou...

Quero dizer, por que a vida parece tão injusta? Por que gastamos horas malhando e nossos músculos não ficam iguais aos do Taylor Lautner? O que o cabelo da Beyoncé tem de mais especial do que o seu? Dúvidas cruéis.

E sabe o que é mais desesperador? Essas pessoas lindas e maravilhosas não existem só na TV ou nas fotos de revista. Elas estão na sua sala da faculdade, moram no seu prédio, fazem cursinho de inglês com você ou namoram sua melhor amiga. Foram simplesmente abençoados com a beleza física, com encantos de parar o trânsito, com o poder de conseguir um SIM de qualquer pessoa. Mas eu não sou assim; nem você.

Já pensou em se matar? Já gastou mais de cem reais no salão em um só dia? Compra produtos da Avon uma vez por mês? É, tentativas não faltam, só que nada parece dar certo. Não somos como aquelas pessoas “feias” das novelas, que quando tira os óculos e arruma o cabelo fica melhor que Juliana Paes. Mesmo assim você cobiça a garota mais linda da vizinhança, sabendo que ela jamais vai te olhar. Você se acha cheio de papo, mas acontece que a maioria das pessoas não dá abertura para provar isso. Maldita Christina Aguilera, que fez o mundo acreditar naquela história de “You are beautiful, no matter what they say”. Bobagem...

É um problema sem solução. Infelizmente, parece que o melhor é ficarmos na nossa insignificância, cientes de nosso curto potencial conquistador e parar de cobiçar essa raça estranha e bela das pessoas fisicamente perfeitas. É tempo de começar a se contentar com outras características e sentir-se feliz com elas. E pense pelo lado bom: senso de humor, conteúdo e QI elevado podem durar para sempre. Músculos bonitos e bunda durinha, certamente não.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Casados x Solteiros





Primeira pergunta: qual a diferença entre ser solteiro e compromissado? Dá pra reconhecer um solteiro só de olhar pra ele? Uma aliança diz tudo?

Já faz tempo que as pessoas são divididas nessas duas categorias. Não existe classe social, raça, religião ou preferencia musical; o que realmente separa a sociedade é o estado civil.

Funciona assim: você tem um grupo de amigas unidas e felizes, até que de repente uma arruma um namorado. Pode vigiar, você vai começar a vê-la menos vezes. E essas vezes vão diminuindo cada vez mais, até que um dia você encontra sua antiga best friend forever na rua, dá um “oi” sem jeito e continua andando, pensando: nossa, o cabelo dela cresceu...

Tem que ser desse jeito? Penso que não. Mas de fato é. Não existe vida com compromisso que continue a mesma coisa. Basta arrumar alguém e de repente você importa todo um novo contexto social e acaba meio que esquecendo o seu. Você não vai onde ele não for; ele não parece muito disposto a te acompanhar ao shopping com as amigas. Então, como fica? Difícil.

E o que conversar com as meninas solteiras? Falar dos caras bonitos e disponíveis não tem mais graça. Flertar no mercado, também não. Ir para a academia e malhar seus glúteos desesperadamente parece uma ação idiota. E aí está sua resposta: agora você não é mais alguém desesperada por uma aliança e um homem para chamar de seu. Você já conseguiu; subiu de nível; ganhou seus XPs. E as amigas solitárias? Bom, boa sorte para elas. O Sol nasce para todos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

All the Lovers



Usando a música como referência, podemos definir que os anos 90 foram os anos do amor e do romantismo. Estava na moda namorar e ser feliz, os clipes contavam as historias de casais felizes e todo mundo estava atrás de um final feliz como nas novelas da Globo.

Vieram os anos 2.000 e com eles o novo milênio. O que houve com as pessoas? O que começou a mudar? Penso que o romantismo foi gradativamente sendo deixado de lado. O corpo ganhou destaque, veio para o primeiro plano. Ser lindo e maravilhoso passou a significar mais do que ter cabeça boa. Os bons papos do passado foram perdendo significado, e as garotas de cabelo mais lisinho e cinturinha fina ganharam espaço. As academias entraram em alta. Rapazes de todos os cantos ansiosos por fazer quinze anos e começar a trabalhar os músculos. Exercícios com o cérebro foram esquecidos.

Essa mudança atingiu você? Ainda se pega sonhando com o amor perfeito? Ir para baladas uma vez por semana te satisfaz ou aquele sentimento de que há “algo faltando” ainda paira no ar? That’s the point. Com a nova década que começou, o amor saiu de moda de vez. As noites estão lotadas de pessoas solteiras e roupas curtas, as conversas estão desprovidas de conteúdo e recheadas de insinuações. O sexo está prestes a se tornar esporte Olímpico e os relacionamentos que passam de um ano são comemorados quase como bodas de diamante. Por quê?

Parece inútil permanecer do lado cor-de-rosa da vida, se brincar com todas as cores é mais interessante. Quem parou no tempo e preferiu não embarcar na era dos prazeres é considerado encalhado e fora de moda. Criou-se a regra: transe, goze, seja feliz. Amor? Não perca seu tempo, ele está desaparecido.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

E quando dá certo ?



Nos acostumamos a não encontrar a pessoa ideal. Parece que o padrão do dia-a-dia é sempre buscar, achar, tentar, se decepcionar e então começar tudo de novo. Chega a ser divertido, não? Quero dizer, nada mais excitante do que poder transformar qualquer cenário cotidiano em um lugar para caçar.

Na academia, mulheres flácidas trocam olhares com homens cheios de anabolizantes o tempo todo. No mercado, solteirões encaram solteironas enquanto compram lasanhas congeladas. Nas praças de alimentação dos shoppings, nas calçadas, em lojas de departamento, todo lugar é lugar. Tudo é motivo para puxar assunto, de criar uma esperança, de se perguntar quando irá ver aquela pessoa de novo. Bate aquela emoção e o frio na barriga quando se falam a primeira vez; a mão sua quando a conversa parece boa e dura mais de cinco minutos. É mágico, sim.

Até que um dia isso acaba. Pois é, toda essa rotina excitante de viver em um safari humano termina quando você conhece a pessoa ideal. De repente você se vê flertando com alguém que realmente parece o certo. Ele é legal e faz seu tipo fisicamente. O papo é bom e não te enjoa e até então ele não fez nenhuma piadinha que te obrigou a girar os olhos pra cima e dar uma risadinha tosca. É, parece ser o cara.

Então é isso? Achou? Felizes para sempre? Você começa a andar pelas ruas e, quando passa uma pessoa interessante, sempre se pergunta: posso olhar? Por que parece errado? Por que algo que era tão natural pra você de repente se transforma num crime terrível? Olhar para bundas, peitos, braços, minha nossa! Não pode mais! A vida de solteiro já não parece mais tão ruim, hein?

Mas não há motivos para se desesperar. Uma vida monogâmica também pode ser muito interessante e boa. Afinal, era isso que você estava buscando, não é? O segredo pra dar certo é simples: não acelere demais as coisas. Não transforme no seu futuro cônjuge a pessoa que conheceu há duas semanas. Não chame de namorado o cara com quem está trocando cinco mensagens de texto por dia. Não diga “eu te amo” quando na verdade devia dizer “te vejo na sexta”. Deixe, que o tempo possui os ingredientes certos e vai cozinhar muito bem seu prato. Apenas sente-se e espere ser servido. Quando tem amor no menu, a refeição fica muito mais gostosa.